Combo: judô, locadora de vídeos e produção de filmes.
- claquetebrasileira
- 7 de out. de 2021
- 3 min de leitura

Geralmente, a gente pensa que as coisas acontecem de maneira linear , isto porque alguém nos contou que é assim que as coisas funcionam: criança, adolescente, adulto; namora, noiva, casa. Isso pode ser para muitas pessoas a ordem certa para todas as coisas, mas muitas outras coisas acontecem quase que por acaso.
Por assim dizer, esse modelo pode inspirar a muitas pessoas a prestarem mais atenção onde estão e quais são os meios que esse estar pode trazer de coisas que vão inspirar o resto de suas vidas, ou grande parte delas, ou pequena parte delas.
Vou contar sobre o Carlos Vinicius Borges, 45 anos, casado com Patrícia. - Até aí, tudo bem! A história continua linear como comecei tentar explicar a linearidade das coisas no cotidiano das pessoas. No entanto, o cara é conhecido por @Caviborges_oficial, então algo já começa a mudar e é de mudanças que vou falar.
Mas, neste caso é mudar muito e da água para o vinho: judoca profissional, que monta uma videolocadora e que se torna um dos nomes mais premiados do circuito de filmes independentes é algo a ser analisado.
Até a década de 2000 Cavi Borges era judoca profissional e algumas lesões o tiraram do circuito competitivo do esporte. Dessa forma montou uma videolocadora, a Cavídeo, com a intenção de locar filmes de artes marciais. Com a sua visão empreendedora e pelo acervo de filmes considerados cults logo se tornou referência na cidade do Rio de Janeiro.
Passou a promover encontros de pessoas, lançamentos de livros, lançamentos de DVD’s e, posteriormente, a videolocadora tornou- se tornou uma produtora.
O que chama a atenção em relação ao cineasta Cavi Borges, antes de tudo é o teaser do filme “Vida de Balconista” (Cavi Borges, Pedro Di Monteiro, 2009) , mas especificamente a fotografia do filme e a personagem vivida por Matheus Solano que está impagável. Isso tudo conseguido com orçamento baixíssimo R$12.000,00.
Cavi Borges (2009, p.1)* em entrevista para a coluna “Vertentes do Cinema” diz “É uma produção da Cavídeo junto com a Cia Brasileira de Cinema Barato criada por Marcelo Yuka que objetiva produzir, distribuir e exibir da forma mais barata. Tentando se aproveitar das novas tecnologias para alcançar o máximo de pessoas possíveis. Tentar democratizar nosso cinema”.
Com 12 anos de carreira, Cavi Borges já tem mais de 50 trabalhos realizados e se mantém visionário em relação ao cinema e o que mais o mesmo puder absorver e traduzir em mensagem audiovisual.
Portanto, não importa se as coisas vão acontecer de forma linear ou não, mas se você souber o que quer fazer ou se adaptar à mudanças, sem dúvidas, uma série de coisas boas podem lhe acontecer para melhor.
Filmografia selecionada:
Diretor
Salto no vazio (2018). Codirigido com Patrícia Niedermeier
O sonho de Rui (2018).
Rosemberg - cinema, colagem e afetos (2017). Codireção com Christian Caselli.
Funk Brasil - 5 visões do batidão (2015). Codireção com Luciano Vidigal, Rodrigo Felha, Christian Caselli, Julio Pecly, Marcelo Gularte e Paulo Silva.
Um filme francês (2015). Também fez o roteiro.
Cidade de Deus – 10 anos depois (2013). Codirigido com Luciano Vidigal.
Paraíso aqui vou eu (2012). Em parceira com Walter Daguerre.
Vamos fazer um brinde (2011). Em parceira com Sabrina Rosa.
Vida de balconista (2009). Em parceira com Pedro Monteiro.
A distração de Ivan (2009). Curta-metragem codirigido com Gustavo Melo. Selecionado para a Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2010.
L.A.P.A. (2008). Em parceira com Emílio Domingos.
Roteirista
Um filme francês (2015), de Cavi Borges
Texto: marcelo_amm
Link do filme: https://www.youtube.com/watch?v=0mbsNh2_Yck
Fabrício Duque*,(2009), Blog Vertentes do Cinema https://vertentesdocinema.com/vida-de-balconista/





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